Qual é o sotaque da música brasileira? Para um país tão vasto e extenso, não é de se estranhar que haja um número razoavelmente grande de ritmos e estilos. Tentar traduzir ou mesmo representar tamanha variedade tem sido a missão de muitos artistas ao longo dos anos. Reforçando esse caldo estão Luciano Magno (guitarra e violões), Fábio Valois (piano e teclados) e Raimundo Batista (pandeiro e backing vocal), que juntaram suas habilidades para formar o Trio Sotaque – uma saborosa mistura de algumas dessas variedades musicais do Brasil. Ponha num mesmo CD frevo, chorinho, samba, fusion, nuances de rock, de baião e de axé. Embora “misturar” tenha sido uma prática exaustivamente arriscada por muitos, poucos conseguem chegar a um resultado tão sublime. O requisito básico para uma proposta como essa deve ser a transformação de talento, inspiração e competência em músicas e/ou arranjos criativos. O Trio Sotaque tirou isso de letra! Luciano Magno baila com tanto desprendimento que nos faz querer ouvir o CD novamente e esta, para mim, já é uma forte evidência do sucesso. Seus solos ricocheteiam de forma precisa sobre as bases de Fábio e Raimundo. Destaque para faixas como De Exu Pra Lá, Choro Cigano e Encantador, do próprio trio, e para as versões Que Nem Jiló (Luiz Gonzaga/Humberto Teixeira) e Noites Cariocas (Jacob do Bandolim). O título do trabalho não poderia ser melhor: Engasga Gato, que, por sinal, também batiza outra bela composição. Acesse www.lucianomagno.mus.br para conhecer melhor o trabalho do Trio Sotaque.
segunda-feira, janeiro 15, 2007
terça-feira, janeiro 09, 2007
POR FALAR EM DEEP PURPLE
Que Ritchie Blackmore costuma encabeçar listas de preferências entre os guitarristas, isso não soa novidade faz tempo. Porém, se pesquisarmos na discografia do Deep Purple, encontraremos pistas da caminhada que o guitarrista inglês trilhou até completar sua personalidade musical (apesar dessa caminhada ser constante). Na estréia, em setembro de 1968, oito faixas completavam Shades Of Deep Purple - um disco célebre, lembrado apenas pela melodiosa Hush. A banda ainda contava com Rod Evens (voz) e Nic Simper (baixo). Numa boa vasculhada pelo álbum, entretanto, encontramos duas boas versões para clássicos: Help (Beatles) e Hey Joe (eternizada por Jimi Hendrix, embora a canção não seja dele). Dois grandes arranjos, bastante influenciados pelo psicodelismo do final dos anos 1960 - quase uma lisergia sonora. Ritchie Blackmore, que aparece mais contido e menos explosivo, se vale de belos dedilhados, acordes muito bem timbrados e uma sabedoria ímpar na hora de acompanhar melodias. Um disco que vale a pena ter em sua discoteca de referências.
terça-feira, janeiro 02, 2007
BLACK SABBATH x DEEP PURPLE
Aproveitando que 2007 está apenas começando, vou contar uma curiosidade que "descobri" por esses dias. Na verdade, muitos fãs de Black Sabbath e de Deep Purple já devem saber, mas, foi algo muito novo e diferente. Já imaginou Tony Iommi tocando Smoke On The Water? Pois é, ganhei um CD "genérico" da turnê de divulgação do disco Born Again (1983), do Black Sabbath. Trata-se da gravação pirata de um dos impagáveis shows no grupo quando Ian Gillan (Deep Purple) garantia os vocais. Foi sensacional ouvir clássicos como Paranaid ou Black Sabbath, eternizados na voz de Ozzy Osbourne, cantados por Gillan. Entretanto, um dos melhores momentos acontece quando Tony Iommi puxa os inconfundíveis riffs de Smoke On The Water. Pode não ser a melhor versão para o hit do Deep Purple, mas, sem dúvida, merece ser conferida. A qualidade da gravação está perfeita, pois foi extraída diretamente da mesa de som. Uma verdadeira pérola do heavy metal.
sábado, dezembro 16, 2006
OS DOIS LADOS DE UMA MATÉRIA
Na sexta-feira, olha só quem eu encontro na EM&T: Joe Moghrabi, a fera. Ele está na capa da Guitar Player deste mês de dezembro, ilustrando a matéria sobre gravação caseira. Dessa mesma matéria também participou Márcio Okayama, entrevistado pelo Rodolfo Rocha. Ficou muito boa, informativa e didática. Corra e garanta a sua!
quinta-feira, dezembro 14, 2006
ENQUANTO ISSO, NO GUITAR PLAYER/IG&T FESTIVAL...
A quarta edição do Guitar Player/IG&T Festival tem reservado encontros positivos entre público e músico. No dia 13 de dezembro, pouco antes de a primeira atração subir ao palco, eu estava na cantina da EM&T conversando com esse cara, que acabou se tornando a boa surpresa daquela noite. Eli Menezes é um guitarrista brasileiro que conseguiu sucesso no exterior, mais especificamente nos EUA. Embora venha trabalhando com importantes nomes da música, como Richard Bona, o Brasil pouco conhece desse instrumentista fantástico. Seu show foi o penúltimo do dia 13 e deixou a platéia empolgada com as incansáveis séries de improviso. Quem me apresentou foi o Sérgio Motta, coordenador da Roland/Boss no Brasil – por sinal, o autor desta fotografia. Aqui estou com Eli Menezes e a sua mulher, a cantora de linda voz Liz.
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